ZYU-236. Kiss FM. Não deixe o rock sair de você

sábado, 11 de outubro de 2014

The Who anuncia turnê comemorativa para 2015

ROGER DALTREY E PETE TOWNSHEND, OS DOIS REMANESCENTES DO THE WHO ORIGINAL.

O Who completou 50 anos de existência - incluindo um breve período em que o grupo foi rebatizado como The High Numbers - , tendo a frente os dois membros vivos da formação original, o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista e principal compositor Pete Townshend.

No entanto, o grupo anunciou para 2015 a turnê comemorativa, que além disso contará com o repertório do novo disco de inéditas, a ser produzido em breve. Por enquanto, o grupo lançará, em 03 de novembro próximo, a coletânea The Who Hits 50!, que contará com a inédita "Be Lucky".

"Já são 50 anos e passamos no teste. Fizemos uma música e vamos fazer um disco inteiro. É empolgante", brincou Roger Daltrey, numa entrevista, anunciando as novas atividades do grupo inglês que simbolizou a cultura mod nos anos 60.

A turnê terá 38 concertos nos EUA, com duas etapas, entre 15 de abril e 30 de maio, e entre 14 de setembro e 04 de novembro do próximo ano. Nessa época Roger e Pete estarão, respectivamente, com 71 e 70 anos de idade, a despeito do verso "espero morrer antes de ficar velho" da música "My Generation", um dos clássicos da produção autoral de Pete Townshend.

O grupo atualmente conta com Pino Paladino no baixo, Zak Starkey na bateria e Mick Talbot nos teclados, acompanhando a dupla original. Eventualmente, o irmão de Pete, Simon Townshend (bastante tocado nos anos 80 no Brasil através da Fluminense FM), contribui como segundo guitarrista.

Os referenciais são excelentes. Pino havia tocado com Pink Floyd, Eric Clapton e o baterista de rock clássico Simon Phillips, além de ter feito parcerias com John Mayer (ele mesmo, ex-namorado de Katy Perry). Pino substitui John Eintwistle, morto em 2002.

Zak Starkey, por sua vez, é filho de Richard Starkey, baterista que todos conhecem como o Ringo Starr dos Beatles. Apesar da filiação, Zak musicalmente é mais influenciado pelo amigo de Ringo, o falecido baterista do Who, Keith Moon (morto em 1978) e já tocou em uma das últimas formações do Oasis.

Mick Talbot, por sua vez, é ex-integrante do Style Council, dupla de soft pop formada com o cantor e guitarrista Paul Weller, ex-líder do grupo punk The Jam, que era fortemente influenciado por The Who e Beatles.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pink Floyd anuncia seu fim após lançamento de CD


Interminável pode ser o rio do título do álbum The Endless River, que será lançado no próximo dia 10 de novembro, mas o lançamento desse álbum de estúdio, o primeiro e único em 20 anos, marcará, na verdade, o fim do Pink Floyd, antes de completar 50 anos de fundação.

Antes dele, o último álbum de estúdio foi The Division Bell, de 1994, cujas sessões, por incrível que pareça, inspiraram a gravação do material que compõe o novo e último álbum, definido pelo cantor e guitarrista David Gilmour como "o Pink Floyd do século XXI".

"É triste, mas é o fim", anunciou o guitarrista, que estava no Pink Floyd há 46 anos, afirmando que os membros envelheceram e que não existe um novo projeto para eles. O grupo, que nos anos 60 fez parte do cenário psicodélico e, nos anos 70, popularizou o rock progressivo, será definitivamente extinto depois do lançamento do disco.

O álbum é, na verdade, composto de gravações a partir de 1994, com 18 músicas em maioria instrumentais, 12 das quais co-escritas pelo tecladista Richard Wright, um dos membros-fundadores da banda, que faleceu em 2008 devido a um câncer.

Wright era um dos maiores solistas do grupo, mesmo na sua fase psicodélica, com seu potente órgão de acordes bastante elaborados. Ele foi o segundo membro-fundador do Pink Floyd a falecer, depois de Syd Barrett, o cantor, guitarrista e principal compositor, que deixou a banda em 1968. Barrett faleceu em 2006 decorrente ao diabetes.

O Pink Floyd conseguiu seguir trajetória sem Barrett, apesar de ter passado a fazer uma sonoridade extremamente diferente ao poético psicodelismo do grupo. Mas faixas como "Astronomy Domine" e a instrumental "Interestellar Overdrive", ambas da lavra de Barrett (a segunda em co-autoria com o resto da banda), ambas de 1967, já antecipavam boa parte da sonoridade progressiva do grupo.

As duas canções são do álbum The Piper at the Gates of Dawn, primeiro álbum do Pink Floyd, cujas sessões de gravação ocorreram paralelamente às do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, cada um gravado num diferente estúdio do histórico edifício Abbey Road, em Londres.

No entanto, a trajetória do Pink Floyd tornou-se difícil com as brigas que fizeram Roger Waters sair do grupo - ele não participou do álbum The Endless River - , só desfeitas com uma reunião da formação setentista do grupo para uma apresentação em 2005, e tornou-se impossível sem a presença do super-tecladista Rick Wright.

Em 2012, na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, o cantor Ed Sheeran, um dos principais nomes da música jovem atual, cantou "Wish You Were Here", do Pink Floyd, com a participação de outros músicos, tendo o baterista Nick Mason, outro membro-fundador da veterana banda, em sua função.

O Pink Floyd permanecerá na sua história musical e será lembrado, no próximo ano, através de reportagens comemorativas e pela manutenção de discos em catálogo nas lojas de discos do mundo inteiro, como uma das poucas bandas de progressivo que não tiveram a popularidade seriamente abalada.

Depois de The Endless River, o Pink Floyd talvez só tenha coletâneas ou apresentações ao vivo lançadas por CDs independentes. David Gilmour deve seguir com eventuais trabalhos solo e o PF reinará nas programações das rádios de rock clássico, como a nossa Kiss FM.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Morrissey revelou que fez vários tratamentos contra câncer


O cantor inglês Morrissey, cujo disco mais recente se intitula World Peace is None of Your Business, revelou, numa entrevista ao jornal espanhol El Mundo, que passou por quatro tratamentos contra o câncer, que incluíram raspagem de tecidos cancerosos. Esse seria o motivo de várias de suas internações.

No momento, o cantor afirma que está se sentido bem de saúde. "Se for para morrer, que eu morra. Se for para eu não morrer, que não seja", disse ele, que está com 55 anos e 27 de carreira solo, depois de sua saída dos Smiths.

Segundo o jornal inglês The Guardian, nas vezes em que Morrissey foi internado, a partir de 2009, ele foi diagnosticado com úlcera hemorrágica, pneumonia dupla, intoxicação alimentar e infecção respiratória. Vegetariano, todavia ele não parece adotar uma dieta alimentar que evitasse tais fragilidades.

Morrissey afirma que não possui vida social nem sexual, e que se sente bem na vida de solteiro. Brincalhão, ele ironizou, sobre o lançamento de seu primeiro romance, previsto para o próximo ano, que se a obra for bem sucedida, ele poderá "deixar de cantar para sempre, o que deixaria muita gente feliz".

JOHNNY MARR LANÇA SEGUNDO ÁLBUM SOLO

Já Johnny Marr, parceiro de Morrissey nos Smiths e co-autor do repertório musical gravado pela banda de Manchester, lança seu segundo álbum solo, Playland, um ano e meio depois do primeiro álbum, The Messenger.

Marr, que era o silencioso guitarrista dos Smiths, mas de acordes ágeis e bastante precisos e criativos, tornou-se também cantor. Sua carreira-solo é pautada na influência dos trabalhos do Electronic - que fez com o vocalista e guitarrista do New Order, Bernard Sumner - e tem sido bastante prestigiada pela crítica e pelo público.

Nas apresentações ao vivo, Marr já inclui canções dos Smiths, o que dá uma excelente curiosidade de ouvir as canções cantadas por Morrissey na voz do guitarrista. Resta agora desejar excelente saúde para Morrissey e que, mesmo em separado, a antiga dupla dos Smiths possa contribuir com novas e expressivas canções para animar esse mundo marcado pela mediocridade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Falta de diálogo com os ouvintes

Eu desisto. Fora do ar desde o dia 9 de setembro de 2014, a Kiss FM Rio é um caso crônico de falta de diálogo com os ouvintes. Não dão previsão de volta, saem do ar por qualquer bobagem sem avisar, retornam só quando querem.

Como eu não trabalho na emissora e este blogue NÃO É OFICIAL DA RÁDIO, não responderei mais qualquer pergunta sobre quando a rádio voltará ao ar, quando terá programas locais, etc. Se os colaboradores do blogue quiserem escrever sobre a Kiss FM, fiquem à vontade. Pra mim, chega. Só voltarei a escrever neste blogue sobre rock. Não mais sobre a rádio. Aliás, os amigos colaboradores também podem continuar escrevendo sobre rock, como tem feito. Talvez volte a escrever sobre a Kiss FM, se ela voltar ao ar.

Só estou esperando a hora de rebatizar o blogue com o nome "Órfãos da Kiss FM 91,9".

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nichos locais sustentam mercado fonográfico

Resposta para Whiplash:

O que sustenta o mercado fonográfico hoje em dia não somos nós, leitores do Whiplash. Nós compramos CDs de medalhões do rock e de artistas independentes. Mas os medalhões da atualidade vivem de direitos autorais e de venda de ingressos e memorabilia. Do U2 ao Coldplay. Os CDs independentes são vendidos em uma quantidade residual de cópias, que sustentam apenas as próprias gravadoras independentes (quando há) e as fábricas. Se os CDs independentes são lançados sem gravadora, os artistas vendem praticamente pelo preço de custo, como forma de divulgação e para formar currículo (a discografia). O que sustenta a indústria fonográfica hoje em dia não são mais os campeões mundiais de outrora, que vendiam milhões de discos no mundo todo. São nichos locais. Como os artistas pop japoneses, que só vendem CDs para os consumidores do Japão. Ou como os nomes do sertanejo universitário e da música gospel (evangélica ou católica), no Brasil. Enquanto assisto os executivos da indústria fonográfica em pânico, ouço os últimos espasmos da indústria fonográfica, como os novos CDs dos Titãs e dos Ratos de Porão. E ouvindo os CDs originais. Nada de baixar MP3. Também aguardando o novo do U2 chegar nas lojas...

sábado, 6 de setembro de 2014

New Order assina com a Mute e prepara novo disco


O grupo inglês New Order assinou com a Mute Records, gravadora conhecida por nomes como Depeche Mode e Nick Cave and The Bad Seeds, para o lançamento de um novo disco, cujo repertório já está pronto e deve ser gravado em breve.

É o 10º álbum de estúdio da banda de Manchester, que tem 34 anos de existência, e o primeiro gravado sem a participação de Peter Hook, baixista original que deixou a banda depois que teve desavenças com Bernard Sumner.

Bernard Sumner, guitarrista e vocalista, Peter Hook e o baterista Stephen Morris tocavam juntos desde 1976, quando formaram o Warsaw, banda punk que deu origem ao Joy Division. Junto a eles tocou também o cantor e eventual guitarrista Ian Curtis, que em maio de 1980 foi encontrado enforcado, o que fez os três remanescentes a tocar um novo projeto, uma "nova ordem".

O New Order foi, durante muitos anos, formado pelos três músicos mais a namorada, e depois esposa, do baterista, Gillian Gilbert, que toca guitarra e teclados. Em 2001, Phil Cunningham substituiu Gillian, que foi cuidar da filha que tem com Morris.

Em 2007, com a saída de Hook, Tom Chapman assumiu o baixo, causando apreensão nos fãs do New Order diante da perda do talento peculiar do baixista original. Mas Chapman conseguiu, depois, reproduzir o estilo de Hook, procurando tocar notas "agudas" no contrabaixo elétrico.

A princípio essa formação seguiria carreira com o nome de Bad Lieutenant ("mau tenente", traduzido do inglês), mas o grupo voltou a ser New Order, a contragosto de Hook, com o retorno de Gillian. Atualmente o grupo segue como um quinteto, com Sumner, Gilbert e Morris mais Cunnningham e Chapman.

Com essa formação, o grupo veio ao Brasil para tocar na edição local do festival Lollapalooza deste ano, e não decepcionou seus fãs com seu crossover entre rock alternativo e pop dançante, caraterístico do New Order.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Morre Glenn Cornick, baixista e fundador do Jethro Tull


Depois de se retirar de cena por causa de problemas cardíacos, faleceu, aos 67 anos, o baixista Glenn Cornick. Ele havia sido baixista do grupo Jethro Tull e fazia parte da primeira formação que fundou a banda, junto ao cantor e flautista Ian Anderson e outros integrantes. Cornick ficou na banda até 1970.

Nessa fase, o Jethro Tull ainda tinha um estilo calcado no folk e no blues, como se observa no primeiro LP da banda, This Was, de 1968. Mais tarde, porém, o Jethro Tull passou a ser marcado pelo seu estilo de rock progressivo e, nos anos 80, por um folk rock básico.

A notícia foi dada pelo sítio da Billboard. Glenn vivia em sua casa na localidade de Hilo, no Havaí, EUA, onde faleceu. Ian, ao saber da morte do ex-colega, escreveu uma nota no sítio oficial da banda lamentando o ocorrido.

"Glenn era um homem de grande cordialidade e pronto para fazer amizade com qualquer um – especialmente músicos. Sempre alegre, ele trouxe para as performances da fase inicial do Tull uma intrepidez animada, como sua personalidade e música. Durante muitos anos, desde então, Gleen continuou a tocar em várias bandas e era convidado habitual em convenções de fãs do Tull, onde ia participar com entusiasmo para reviver os momentos musicais do repertório inicial", escreveu Anderson.

O Jethro Tull passou por diversas formações, mas Glenn é conhecido como um dos mais importantes músicos que passaram pela banda. Como integrante do JT, ele também participou da apresentação que o grupo fez no Rock and Roll Circus, projeto de apresentações ao vivo promovido pelos Rolling Stones, em 1968.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Leitor Ítallo Philiphe responde a colaborador do blogue

Resposta para postagem anterior:

Respeite os moradores do estado de Goiás , seu povo, sua cultura, sua música, suas raízes, seus costumes, suas tradições!

Se você não gosta de música sertaneja, é seu direito de não gostar, agora denegrir a imagem dos goianos através disso é demais e chamar de Terra Improdutiva é uma piada.

Nosso estado é o líder em aumento de vagas de emprego no Centro-Oeste, e um dos que mais vem recebendo trabalhadores de outros estados por causa do agronegócio, das usinas de álcool e biodiesel, turismo, confecções, laboratórios , etc…

Nosso estado é referência na América-LAtina no ramo de produtos e medicamentos de laboratórias através de nosso polo de Anápolis que tem os Laboratórios TEUTO, NEOQUÍMICA e GEOLAB, além de outras marcas que você já deve ter se medicado algum dia, dentre outras qualidades, que temos…

Assim, temos problemas, como qualquer outro estado da Federação e não aceitaremos que pessoas que se escondem por trás de seu anonimato venham a falar mal dos Goianos! Visitem nosso Estado. Verás que nossa capital é limpa, tem uma das melhores qualidades de vida do Brasil, Goiânia é a 2ª cidade no mundo em quantidade de áreas verdes (só fica atrás de Edmonton(CANADÁ), e nossa capital é uma cidade ecologiamente correta dentre outras qualidades…

Venham a Goiânia e verás que nosso povo, além de educado, humilde e simples, é hospitaleiro e respeitam não só nossas origens e tradições como as dos outros!

Ítallo Philiphe – Goiânia / GO
terça-feira, 26 de agosto de 2014 23:02:00 BRT

P.S: A postagem anterior não é anônima e nela não é encontrado o termo "Terra Improdutiva". Fora isso, vale a resposta e uma justa publicação na área de comentários e em nova postagem.

sábado, 16 de agosto de 2014

'Nheengatu' é o grande CD de 2014. Até agora

Os Titãs lançaram aquele que é até agora o grande CD de 2014 e sério candidato a melhor disco do ano. Nheengatu também é o melhor CD da banda lançado depois do Titanomaquia, de 21 anos atrás (resenha para Titanomaquia aqui). Nheengatu e Titanomaquia formam junto com Cabeça Dinossauro uma trilogia. Talvez ninguém tenha reparado. Talvez os Titãs já tenham percebido ou perceba um dia, já que a banda está prometendo tocar Nheengatu ao vivo na íntegra no próximo sábado no Circo Voador, se a plateia demonstrar todo o entusiasmo que o público tem mostrado nas demais apresentações da atual turnê. Os Titãs já tocaram Cabeça Dinossauro inteiro, chegando a gravar um CD/DVD/blu-ray ao vivo com todas as faixas do vinil de 1986.

Nheengatu resgata e atualiza o estilo ácido, pesado e cru que a banda adquiriu a partir do Cabeça Dinossauro. É também um CD influenciado por sons brasileiros, marca que os Titãs conseguiram manter até mesmo em discos inferiores, como Domingo. Há quem comente que o guitarrista Tony Bellotto é o grande responsável pela sonoridade de Nheengatu.

A banda resolveu fazer um panorama do caos do mundo atual. Aborda vários temas: pedofilia, violência policial, violência doméstica contra as mulheres, pobreza e intolerância sexual, racial e social.

Nheengatu faixa a faixa

1 - Fardado - É uma faixa que disserta sobre a violência cometida por vários policiais durante as manifestações de rua no ano passado. Uma abordagem muito diferente da faixa Conflito Violento, também uma faixa de abertura, mas do CD Século Sinistro, que os Ratos de Porão lançaram também neste ano. Só que, enquanto os Ratos preferem apoiar totalmente os black blocs, os Titãs preferiram chamar os policiais violentos pro mesmo lado. "Você também é explorado, fardado!", diz a música dos Titãs. Como integrantes da banda disseram no programa Encontro com Fátima Bernardes (Rede Globo) serem contra o vandalismo nas manifestações, os Titãs foram acusados por desafetos de defender uma "anarquia institucionalizada".

2 - Mensageiro da Desgraça - História de um sujeito bastante pobre que conta suas desventuras enquanto caminha pelas ruas de São Paulo.

3 - República dos Bananas - Ska bem humorado, semelhante a músicas dos CDs Domingo e A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana.

4 - Fala, Renata - Uma música sobre pessoas que falam demais. Pela repetição de palavras, lembra muito algumas músicas do ex-integrante Arnaldo Antunes.

5 - Cadáver Sobre Cadáver - Praticamente uma marcha sobre a vida e a morte. Mais sobre morte do que sobre vida. "Quem vive, sobrevive" é a frase que resume a música toda. A melhor faixa do disco. Deve estar provocando momentos épicos nas apresentações ao vivo da banda.

6 - Canalha - A única música não autoral do disco. Foi composta por Walter Franco, um dos grandes compositores e cantores alternativos da história da música brasileira.

7 - Pedofilia - As distorções da guitarra de Tony Bellotto prenunciam todo o absurdo do problema abordado pelos Titãs. Aqui a banda preferiu fazer uma abordagem a partir do ponto de vista das vítimas de pedofilia. Chegando a citar o sentimento de culpa das vítimas, mesmo sem terem culpa alguma.

8 - Chegada ao Brasil (Terra à Vista) - Versa sobre a chegada dos colonizadores ao Brasil, em séculos passados, e tudo que esta terra tinha na época. E até coisas que só teria no futuro ("Tem palmeiras, sabiás, mulatas ainda não").

9 - Eu Me Sinto Bem - O segundo ska do disco é a única que segue aquela linha de "músicas de autoajuda" dos discos que a banda fez entre Domingo e Como Estão Vocês?.

10 - Flores Para Ela - Música sobre a violência doméstica contra as mulheres.

11 - Não Pode - Outra música com repetição de palavras, esta cheia de nãos e coisas não permitidas.

12 - Senhor - Aqui temos uma longa profissão de fé dos Titãs, em oposição a dízimos, ofertas e santos de outras crenças. "Querem meu dinheiro / Querem meu salário / Um santo no espelho / Uma sombra no armário".

13 - Baião de Dois - Música profundamente influenciada pela música nordestina, mas com letra cheia de palavrões, bem ao estilo Titãs.

14 - Quem São os Animais? - A faixa de encerramento de Nheengatu faz a defesa da tolerância sexual, racial e social. "Você tem que respeitar o direto de escolher livremente" e "Você tem que respeitar o direito de ser diferente" são versos que acabam resumindo o disco inteiro.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Apesar do rock nacional, rock não é necessariamente de esquerda

Fonte: Facebook.

Luciano Geronimo

Rock é coisa de esquerdoso.

"Rock é coisa de esquerdoso"? Elvis Presley, Neil Young, Joey Ramone e Dave Mustaine não concordariam com isso.

Marcos Vinicius Mesquita

Entre outros. A cena nacional ser dominada por idiotas esquerdosos não significa que o Rock seja. Tai Roger e Lobão pra contrariar.

Pois é. A cena do rock nacional é historicamente dominada pela esquerda caviar. A cena oitentista (a mais bem sucedida) está à frente. Herbert Vianna é lulista assumido. Nasi é filiado do PC do B. Frejat participou da derrotada proposta do SIM no plebiscito sobre a proibição de venda de armas e munição. O Capital Inicial continua naquela onda adolescente de voto nulo enquanto Dinho ostenta símbolos esquerdistas nas camisetas. Cazuza compôs Burguesia, apesar de ter recusado proposta do PT para usarem a música na campanha de Lula de 1989 (talvez Cazuza fosse simpatizante da ultraesquerda, que daria em partidos como PSOL e PSTU). Leoni andou escrevendo umas bobagens, ultimamente. E TODO o punk rock brasileiro está comprometido até a medula com a esquerda.

Mas há exceções. Renato Russo assumiu ser capitalista. João Barone andou batendo boca com governistas na Internet. Paula Toller pediu votos para Geraldo Alckmin no Circo Voador em 2006. E tem os casos mais notórios de Lobão, Roger Moreira e Leo Jaime.

Falando no Dave Mustaine, não sou de comprar discos do Megadeth, mas fiz questão de comprar um: o United Abominations. O disco é demolidor. Só a arte gráfica e a faixa-título valem mais que tudo o que a esquerda caviar gravou ao longo deste século e do século passado.

Marcos Vinicius Mesquita

Dos álbuns recentes do Megadeth o "united" e digno de nota.