ZYU-236. Kiss FM. Não deixe o rock sair de você

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Músicos e ouvintes de Rock: O que você está disposto a fazer para mudar algo no seu mundo?



Diego Frazão Torquato tocando violino no funeral do seu professor. O professor foi responsável por tirar crianças da violência por meio da música no Rio de Janeiro.


Diego Frazão Torquato, conhecido como Diego do Violino morreu em 2010. Desde muito pequeno, Diego conviveu com doenças, como a meningite. Segundo aqueles que conviveram com o menino, apesar da saúde fraca e da dura vida convivendo com a violência cotidiana disso, não perdeu o entusiasmo para a música. Diego ficou internacionalmente conhecido por esta foto em que chorou ao tocar no funeral de seu professor. Diego participou das oficinas do grupo em Parada de Lucas e se tornou a estrela da orquestra de cordas do Afroreggae. Sem dúvidas a musica teve um papel importante na vida desse menino e, não fosse sua saúde fraca, quem sabe até onde ele poderia chegar?

Esse professor se pudesse de alguma forma ter acesso a um video do compacto dos melhores momentos de sua pós vida, certamente ficaria feliz ao ver essa imagem. Ao ver a diferença que fez na vida de alguém.

Nos dias de hoje, com tanto acesso a tecnologia é fácil baixar musica, conhecer novos artistas e bandas antigas pouco conhecidas. Mas para tudo na vida é preciso de um inicio. Ninguem vira fã do Cannibal Corpse por si só. É preciso que alguém apresente o artista. Eu não tenho dúvida que muitos de nós compartilhamos com outras pessoas nossa musica e temos prazer em ceder material para aqueles que nada tem para ouvir em casa ou simplesmente pouco conhece sobre Metal/Rock. Posso afirmar que eu já "converti" muita gente "pro nosso lado" e já salvei muita criança do mal gosto musical dos pais.

Entre os bangers eu sempre vejo muita reclamação, até fundamentada, sobre o tipo de musica e cultura absorvida entre os mais pobres. Até quem vive nessas comunidades se sente incomodado. Já vi até figura do underground carioca reclamando não só do mal gosto comportamental, mas defendendo até um "clareamento étnico" dentro do underground carioca. Isso num estado em que a imensa maioria da população é mestiça (Como essa declaração deplorável tem alguns anos eu torço que para essa ideia tenha mudado).

O ponto que eu quero chegar é que eu gostaria muito de ver músicos de nossos gênero agindo mais com as mãos na massa ensinando musica, do que reclamando e digitando nas redes sociais sobre o mal gosto alheio. Seria muito interessante se pessoas que saibam tocar, cedessem um pouquinho do seu tempo indo ensinar musica para crianças sem acesso a boa musica, que, por questões culturais e imposição midiática - Eu afirmo que o Funk, o Pagode, o Brega e toda musica de qualidade duvidosa é imposta ao pobre e favelado. Faz alguns anos o "funk" tornou-se a camisa-de-força do povo pobre -usando este termo que li pela internet e achei muito apropriado - o povo carioca virou refém do "funk" carioca. E falo isso com propriedade por experiência própria. Até o samba, virou de certa forma, refém dos funqueiros e dos trejeitos do R&B americano - Já o favelado, este não está na favela porque quer. É porque ele não consegue comprar um apartamento (dizem que hoje ele consegue). Da mesma forma a "musica brega" e todos os seus derivados - inclusive o "funk" carioca - escravizam o povo, num semi-fascismo cultural, comandado por empresários do entretenimento dos mais diversos, desde os do interior do país até os das grandes corporações de mídia do Sudeste.

Eu tenho profundo ódio de projetos culturais que se limitem a apenas ensinar filho de pobre a "bater lata", como se pobre a favelado não tivesse capacidade para aprender outra coisa ou se interessar por outros gêneros musicais. Mas tenho mais raiva ainda de quem tem conhecimento e se nega a ensinar, ou compartilhar.

Sempre se reclama da falta de espaços para tocar, da ausência de publico nos eventos. Sempre reclama do mal gosto alheio, da falta de educação alheia. Eu te pergunto, você estaria disposto a dar um pouco do seu tempo (in)útil indo dar aulas de musica? A melhor forma de mudar toda uma cultura é passando cultura. A melhor forma de aumentar o público interessado é aumentando pessoas interessadas em consumir cultural e economicamente dessa cultura. Por que não subir um morro pra dar aula de Heavy Metal para filho de favelado? Por que não ensinar nossa musica, nossa cultura e nossos valores?

Eu já disse uma vez que o Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. (De novo, não estou convocando ninguém a se filiar ao PCO, nunca, Jamais ever!). Heavy metal é por essência, som dos excluídos. Mas será que estamos fazendo jus às nossas raízes?

Talvez usar um pouco do seu tempo (in)útil passando conhecimento e arte faça mais a diferença que apoiar idiotas (in)uteis que vestem uma máscara e saem por ai quebrando o que vê pela frente.


O que você está disposto a fazer para mudar algo, nem que seja a vida de um único menino? Eu infelizmente não sei tocar, nem tenho muito conhecimento técnico para passar, mas no pouco que sei; e no muito material que tenho, se um dia na minha cremação (já deixo avisado que quero ser cremado) se existir uma criança chorando por mim, por tudo de positivo que eu pude passar pra ele. Minha vida inútil, teria valido a pena. Pelo menos eu "socializo minha empada cultural".


Então que tal levantar seu traseiro sujo e ir passar cultura a alguma criança? Que tal melhorar o mundo ajudando a formar pessoas melhores pra ele?


Faça como Jack Black, porra!





Também publicado no site Whiplash http://whiplash.net/materias/opinioes/192616.html

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Plebe Rude repudia uso de músicas da banda em manifestações políticas

Comentários para Whiplash publicados no Facebook:

Se o pessoal tivesse visto o patrocínio da Petrobrás no CD R Ao Contrário e do Governo do Distrito Federal no CD/DVD Rachando Concreto, jamais usariam músicas dessa banda.

Falta de conhecimentos gerais dá nisso. Ficam só nos seus infinitos particulares...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O heavy metal como exemplo de empreendedorismo

Artigo Original: Blog Shogunidades



Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, disse uma vez que heavy metal é a “ópera da classe operária”. E tudo indicava que os fãs das bandas de rock pesado eram mesmo, em sua maioria, homens de classe média baixa. Mas não é o que parece. Dá uma olhada nesse mapa que mostra a quantidade de bandas de metal a cada 100 mil habitantes:

Pois é, os “pobres” países da Escandinávia têm a maior concentração de bandas de rock pesado per capita. Alguns cientistas acreditam que os dias frios e cinzentos daquela região combinam com o clima do heavy metal. 

Mas, por não acreditar 100% nessa teoria, o pesquisador Richard Florida, da Universidade de Toronto, decidiu investigar as conexões entre o heavy metal e fatores sociais e econômicos. E, bem, segundo ele, a proliferação de bandas desse estilo é mais forte em países com PIB maior, com níveis altos de criatividade, empreendedorismo e diplomas universitários. 

“Pode parecer estranho, mas o heavy metal não surge na escória da alienação e desespero, e sim no solo argiloso da prosperidade pós-industrial”, diz Florida. “Faz todo sentindo: enquanto novas formas musicais podem nascer em grupos marginalizados, são as sociedades mais avançadas e ricas que detêm a mídia e as empresas de entretenimento que promovem os gêneros musicais. E os jovens ricos têm bastante tempo de lazer e dinheiro para comprar esses produtos”, completa. 



Na rubrica "Single Best Chart", a Bloomberg mostra a concentração de bandas de "heavy metal" nos países mais ricos.

E aí, dá para dizer que agora heavy metal é coisa de burguês?Fonte: Superinteressante

Heavy metal como indicador de riqueza: Empreendedorismo + Riqueza

A pesquisa aponta que o gênero tem menos influência nos lugares pós-industriais devastados, mas continua a ser incrivelmente popular nos países escandinavos conhecidos por sua riqueza relativa, robustas redes de segurança social e incrivelmente alta qualidade de vida. Agora se heavy metal é, ou não, coisa de burguês isso pode ser questionado, especialmente no Brasil.

No começo entre os anos 70 e 80 o heavy metal foi "trazido" para cá por jovens de classe média ( filhos de embaixadores, funcionários públicos e de executivos internacionais) que tinham poder aquisitivo para comprar LPs importados. Porém, foi nas camadas mais baixas que o metal brasileiro floresceu com instrumentos velhos e gravações de baixíssima qualidade, cópias de fitas cassetes. Assim surgiram Sepultura, Dorsal, Sarcofago etc... - eu mesmo tive mais contato ás "novidades" do gênero graças a um amigo de infância que viveu no Japão e voltou ao Brasil nos anos 90, onde pude fazer minhas cópias de fitas k7 de seus Cd's.

O Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. Heavy metal sempre foi tido por muitos como por essência, som dos excluídos. E por ser excluído eu entendo que torna-se vital o ato de "se virar" e a ideia do "faça você mesmo".

A atenção pública no apoio a eventos financiados pelo estado - como comprova a matéria do R7: "Funkeiros ganharam R$ 138 mil para cantar na Virada Cultural" é quase inexistente. Na última virada cultural de SP não foram poucas as criticas pela ausência de artistas nacionais de rock mais pesado no evento, contando apenas com o Ira! (O evento controu com a presença internacional do Uriah Heep, mantendo a tradição que já trouxe ao evento Misfits e Suicidal Tendencies). Ao contrário de edições anteriores que contou com pelo menos um ou dois artistas brasileiros - um "oásis" perdido no meio do deserto cultural popularesco - para o publico tão acostumado a ser ignorado pela mídia e por secretarias de cultura de todo país.

(PS: No Rio em uma das edições do 'Viradão Carioca' houve um palco que contou com um sjow do Korzus além de outras bandas, num caso raro que não é a regra e sim a exceção).

O mesmo pode-se dizer de projetos culturais que se limitam a apenas ensinar filho de pobre a "bater lata", como se pobre a favelado não tivesse capacidade para aprender outra coisa ou se interessar por outros gêneros musicais. Mas aí já acredito que talvez a coisa dependa mais da vontade de músicos do nosso meio, profissionais ou não, de participar de tais projetos.

Nos dias de hoje, com tanto acesso a tecnologia é fácil baixar musica, conhecer novos artistas e bandas antigas pouco conhecidas. O que torna a coisa mais acessível para quem tem pouca grana. O fato também é que se no Metal no Brasil não há apelo popular. curiosamente sua forma mais pura de existência, o underground, sobrevive no subúrbio das cidades e bairros de classe mais baixa nos grandes centros do país. Como a foto abaixo que ilustra bem a situação:

Foto: Luciano Paz - Tomarock

A foto tirada em Duque de Caxias, Baixada Fluminense-RJ (e cidade onde fui criado) mostra a convivência tranquila entre bangers de uma ponta da rua em um evento underground conhecido como 'Tomarock', e um bar onde tocam apenas grupos de pagode. Eventos como esse ocorrem aos montes na região, cito o 'Piabetá rock' e o 'Cruzada Metal'. Assim como ouros que ocorrem no subúrbio carioca. Eventos e boa vontade para realiza-los existe.

Mas nem só de boa vontade se vive. Num pais que idolatra a carreira pública como única fonte de sucesso profissional; que criminaliza socialmente o lucro e sucesso  - Quantas vezes você já viu alguém metendo o malho num produtor por ele ganhar dinheiro com evento (isso quando acontece dele ganhar) sob a alegação que metal faz porque gosta? - dificulta a vida daquele que quer empreender e viver da sua própria conta e riscos. Não é incomum aparecer algum punk reclamando do custo de 20,00 R$ no ingresso daquela banda sueca lendária. Possivelmente porque este individuo muito não sabe o quanto custa caro realizar qualquer tipo de evento minimante organizado - assim como a maioria brasileira, não faz ideia de onde vem o dinheiro dos "beneficios" sociais e trabalhistas que recebe - respeitando leis e normas altamente complicadas, principalmente com uma banda do exterior, sem precisar molhar a mão de algum PM afim de engrossar o seu soldo por fora por saber que o evento está ilegal. Ou atendendo a reclamações de alguma vizinhança que não se importe com o pagodão comendo solto a noite inteira, mas se sente incomodada com os roqueiros fazendo barulho. E infelizmente eventos de metal/rock não contam com o apoio da Regina Cazé de deputados do PSOL e muito menos com alguma data declarando seu 'deti metal' de cada dia cultura popular.

Particularmente eu até prefiro que as coisas se mantenham assim, detestaria ver o heavy metal virando moeda politica e levantando bandeira para pedidos de "mais estado". Melhor assim, "mais metal e menos estado"...

Você pode criticar - como eu eu critico por um motivo distinto - mas foi o empreendedorismo que deu ao pais a segunda maior banda de sucesso internacional (ainda que fazendo uso escuso de um forte monopólio midiático como uma famosa revista especializada, meu motivo de critica).

O mesmo se pode dizer das tão faladas 'panelas' que a maioria dos músicos reclamam, e que eu mesmo como assessor de imprensa já senti na pele das dificuldades de que alguém envolvido no seu trabalho não ter um bom relacionamento com um produtor ou musico A ou B podem lhe causar. Ainda assim não se pode tirar o mérito de quem criou essa "panela". Então ou você tem três opções: Crie a sua e entre no mercado para competir fazendo um trabalho melhor; Tente entrar naquela que já existe e desfrute das suas benesses;  Ou pode ficar amargurado xingando a tudo e todos e praguejando o mundo pelo seu insucesso.

Se ter e administrar a sua banda jã são gestos de empreendedorismo. Ser produtor sem contar com verba pública é algo ainda mais louvável. Embora eu respeite muito aqueles que conseguem algum financiamento pela lei Rouanet, dada a burocracia e a dificuldade quase acadêmica para se elaborar um projeto pedindo o financiamento para eventos de rock.

Finalizando; por esta analise você pode até discordar da pesquisa de Richard Flórida, talvez ela até possa servir como uma explicação da indigência cultural da nossa nação a ponto de se pagar 38 mil, por um show da Valeska Popozuda (mérito dela que conseguiu se colocar neste patamar e azar nosso por algum governante achar conveniente este valor para um artista popularesco consagrado para se apresentar em um evento chamado "Virada cultural").

Mas se em dois pontos pesquisa se mostra muito correta no que se refere ao Brasil:  É que sim, a riqueza o trouxe para cá. Mas é o Empreendedorismo, principalmente dos mais pobres, que o mantém vivo.


Fontes: 
Superinteressante - http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/tag/heavy-metal/





Eventos:
Tomarock (Duque de Caxias/RJ)https://www.facebook.com/pages/Tomarock/219707451383388

Piabetá Rock (Piabetá - Duque de Caxias)https://www.facebook.com/piabeta.rock

Cruzada Metal (Nova Iguaçú/RJ)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Justiça autoriza Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá a usarem a marca Legião Urbana


Uma pequena vitória foi obtida na Justiça pelos dois membros que viveram toda a trajetória da Legião Urbana junto com Renato Russo, falecido há 18 anos. O guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá foram autorizados a usar a marca Legião Urbana em suas atividades musicais.

A decisão foi dada pelo juiz Fernando César Ferreira Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, num primeiro passo para a reconquista da marca Legião Urbana pelos músicos que hoje representam o vivo testemunho de sua trajetória.

Atualmente Dado e Marcelo disputam com o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, o controle pelo nome da banda e pelo seu legado. A sentença é um dos primeiros resultados favoráveis aos dois músicos, numa disputa que na maior parte das vezes foi favorável a Giuliano, que será condenado a pagar uma multa de R$ 50 mil caso impeça os dois de usarem o nome da banda.

Dado e Marcelo, no entanto, não conseguiram a co-titularidade do nome, que continua sob responsabilidade exclusiva de Giuliano, que alega nunca ter impedido os dois músicos do uso profissional do nome Legião Urbana, mas estabelece limites para o uso do nome pelos dois músicos, que não se pode estender a, por exemplo, roupas, acessórios e vendas de CDs.



PRAÇA ABANDONADA

Em Curitiba, de onde vem parte dos ascendentes de Renato Russo, uma praça com o seu nome, inaugurada há 12 anos, está em completo abandono e não é valorizada para eventos de rock local, mesmo que não sejam diretamente relacionados ao saudoso músico e letrista carioca. A informação é do portal de rock Whiplash.

A Praça Renato Russo, localizada em um subúrbio da capital paranaense, se limita a ser uma modesta praça com parque de ginástica e campo de futebol de areia, mas, além de não servir de local para eventos de rock local, a placa de inauguração está danificada e pichada.

Isso é um grande descaso para uma cidade como Curitiba, conhecida pelo seu atuante cenário de rock que fez a cidade ser classificada pela revista Bizz como a Seattle brasileira.

sábado, 25 de outubro de 2014

Faleceu Jack Bruce, baixista do trio inglês Cream


Faleceu hoje, aps 71 anos, de doença do fígado, o baixista e cantor Jack Bruce, que foi mais conhecido pelo seu trabalho com o Cream. O falecimento foi anunciado na página oficial do músico, através de uma nota que inclui um comunicado de sua família:

"É com grande tristeza que nós, a família de Jack, anunciamos a morte de nosso amado Jack: marido, pai, avô e lenda. O mundo da música será um lugar mais pobre sem ele, mas ele vive em sua música e eternamente em seus corações", diz a mensagem.

O CREAM, NUMA APRESENTAÇÃO NA TV HOLANDESA EM 1968, E NUMA BREVE REUNIÃO EM 2005.

Nascido na Escócia, Jack Bruce começou sua carreira em 1962 e esteve ativo até pouco antes de sua morte. Sua primeira banda foi Graham Bond, mas Bruce também tocou no grupo Manfred Mann e colaborou com John Mayall e Frank Zappa. Ultimamente Jack seguia carreira solo, sem muito alarde na mídia.

Jack, juntamente com o guitarrista Eric Clapton e o baterista Ginger Baker, formaram o trio Cream, que unia rock psicodélico e blues, Jack e Eric dividiam os vocais. O grupo, que teve músicas tocadas na Eldo Pop e na Fluminense FM, teve vários clássicos. Seu som influenciou a sonoridade do hard rock e do rock setentista em geral, sobretudo o chamado "rock sulista" dos EUA.

Alguns deles merecem ser citados: "Sunshine of Your Love", "Born Under a Bad Sign", "I Feel Free", "Tales of Brave Ulysses", "Strange Fruit", "White Room" e "Badge", esta última uma composição de Eric Clapton com o ex-beatle George Harrison. O grupo também gravou covers de blues, como "Crossroads", de Robert Johnson.

A importância do Cream era tal que Jimi Hendrix, que havia integrado outro trio britânico (sim, britânico), o Jimi Hendrix Experience, homenageou o Cream tocando, certa vez, uma cover da música "Sunshine of Your Love".

Depois dos cerca de três anos de atividade, entre 1966 e 1969, o Cream se reuniu duas vezes, em 1993 e 2005. A carreira solo de Jack Bruce, por sua vez, seguiu-se até o lançamento do seu último disco, Silver Rails, lançado em março último.

O trabalho solo de Jack Bruce chegou a ser divulgado pela Fluminense FM, de Niterói, aqui no Brasil. Além de baixista, Jack tocava também violoncelo, teclados, guitarra e gaita. Deixa dois filhos músicos, a cantora pop Aruba Red e o guitarrista Malcolm Bruce.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

sábado, 11 de outubro de 2014

The Who anuncia turnê comemorativa para 2015

ROGER DALTREY E PETE TOWNSHEND, OS DOIS REMANESCENTES DO THE WHO ORIGINAL.

O Who completou 50 anos de existência - incluindo um breve período em que o grupo foi rebatizado como The High Numbers - , tendo a frente os dois membros vivos da formação original, o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista e principal compositor Pete Townshend.

No entanto, o grupo anunciou para 2015 a turnê comemorativa, que além disso contará com o repertório do novo disco de inéditas, a ser produzido em breve. Por enquanto, o grupo lançará, em 03 de novembro próximo, a coletânea The Who Hits 50!, que contará com a inédita "Be Lucky".

"Já são 50 anos e passamos no teste. Fizemos uma música e vamos fazer um disco inteiro. É empolgante", brincou Roger Daltrey, numa entrevista, anunciando as novas atividades do grupo inglês que simbolizou a cultura mod nos anos 60.

A turnê terá 38 concertos nos EUA, com duas etapas, entre 15 de abril e 30 de maio, e entre 14 de setembro e 04 de novembro do próximo ano. Nessa época Roger e Pete estarão, respectivamente, com 71 e 70 anos de idade, a despeito do verso "espero morrer antes de ficar velho" da música "My Generation", um dos clássicos da produção autoral de Pete Townshend.

O grupo atualmente conta com Pino Paladino no baixo, Zak Starkey na bateria e Mick Talbot nos teclados, acompanhando a dupla original. Eventualmente, o irmão de Pete, Simon Townshend (bastante tocado nos anos 80 no Brasil através da Fluminense FM), contribui como segundo guitarrista.

Os referenciais são excelentes. Pino havia tocado com Pink Floyd, Eric Clapton e o baterista de rock clássico Simon Phillips, além de ter feito parcerias com John Mayer (ele mesmo, ex-namorado de Katy Perry). Pino substitui John Eintwistle, morto em 2002.

Zak Starkey, por sua vez, é filho de Richard Starkey, baterista que todos conhecem como o Ringo Starr dos Beatles. Apesar da filiação, Zak musicalmente é mais influenciado pelo amigo de Ringo, o falecido baterista do Who, Keith Moon (morto em 1978) e já tocou em uma das últimas formações do Oasis.

Mick Talbot, por sua vez, é ex-integrante do Style Council, dupla de soft pop formada com o cantor e guitarrista Paul Weller, ex-líder do grupo punk The Jam, que era fortemente influenciado por The Who e Beatles.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pink Floyd anuncia seu fim após lançamento de CD


Interminável pode ser o rio do título do álbum The Endless River, que será lançado no próximo dia 10 de novembro, mas o lançamento desse álbum de estúdio, o primeiro e único em 20 anos, marcará, na verdade, o fim do Pink Floyd, antes de completar 50 anos de fundação.

Antes dele, o último álbum de estúdio foi The Division Bell, de 1994, cujas sessões, por incrível que pareça, inspiraram a gravação do material que compõe o novo e último álbum, definido pelo cantor e guitarrista David Gilmour como "o Pink Floyd do século XXI".

"É triste, mas é o fim", anunciou o guitarrista, que estava no Pink Floyd há 46 anos, afirmando que os membros envelheceram e que não existe um novo projeto para eles. O grupo, que nos anos 60 fez parte do cenário psicodélico e, nos anos 70, popularizou o rock progressivo, será definitivamente extinto depois do lançamento do disco.

O álbum é, na verdade, composto de gravações a partir de 1994, com 18 músicas em maioria instrumentais, 12 das quais co-escritas pelo tecladista Richard Wright, um dos membros-fundadores da banda, que faleceu em 2008 devido a um câncer.

Wright era um dos maiores solistas do grupo, mesmo na sua fase psicodélica, com seu potente órgão de acordes bastante elaborados. Ele foi o segundo membro-fundador do Pink Floyd a falecer, depois de Syd Barrett, o cantor, guitarrista e principal compositor, que deixou a banda em 1968. Barrett faleceu em 2006 decorrente ao diabetes.

O Pink Floyd conseguiu seguir trajetória sem Barrett, apesar de ter passado a fazer uma sonoridade extremamente diferente ao poético psicodelismo do grupo. Mas faixas como "Astronomy Domine" e a instrumental "Interestellar Overdrive", ambas da lavra de Barrett (a segunda em co-autoria com o resto da banda), ambas de 1967, já antecipavam boa parte da sonoridade progressiva do grupo.

As duas canções são do álbum The Piper at the Gates of Dawn, primeiro álbum do Pink Floyd, cujas sessões de gravação ocorreram paralelamente às do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, cada um gravado num diferente estúdio do histórico edifício Abbey Road, em Londres.

No entanto, a trajetória do Pink Floyd tornou-se difícil com as brigas que fizeram Roger Waters sair do grupo - ele não participou do álbum The Endless River - , só desfeitas com uma reunião da formação setentista do grupo para uma apresentação em 2005, e tornou-se impossível sem a presença do super-tecladista Rick Wright.

Em 2012, na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, o cantor Ed Sheeran, um dos principais nomes da música jovem atual, cantou "Wish You Were Here", do Pink Floyd, com a participação de outros músicos, tendo o baterista Nick Mason, outro membro-fundador da veterana banda, em sua função.

O Pink Floyd permanecerá na sua história musical e será lembrado, no próximo ano, através de reportagens comemorativas e pela manutenção de discos em catálogo nas lojas de discos do mundo inteiro, como uma das poucas bandas de progressivo que não tiveram a popularidade seriamente abalada.

Depois de The Endless River, o Pink Floyd talvez só tenha coletâneas ou apresentações ao vivo lançadas por CDs independentes. David Gilmour deve seguir com eventuais trabalhos solo e o PF reinará nas programações das rádios de rock clássico, como a nossa Kiss FM.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Morrissey revelou que fez vários tratamentos contra câncer


O cantor inglês Morrissey, cujo disco mais recente se intitula World Peace is None of Your Business, revelou, numa entrevista ao jornal espanhol El Mundo, que passou por quatro tratamentos contra o câncer, que incluíram raspagem de tecidos cancerosos. Esse seria o motivo de várias de suas internações.

No momento, o cantor afirma que está se sentido bem de saúde. "Se for para morrer, que eu morra. Se for para eu não morrer, que não seja", disse ele, que está com 55 anos e 27 de carreira solo, depois de sua saída dos Smiths.

Segundo o jornal inglês The Guardian, nas vezes em que Morrissey foi internado, a partir de 2009, ele foi diagnosticado com úlcera hemorrágica, pneumonia dupla, intoxicação alimentar e infecção respiratória. Vegetariano, todavia ele não parece adotar uma dieta alimentar que evitasse tais fragilidades.

Morrissey afirma que não possui vida social nem sexual, e que se sente bem na vida de solteiro. Brincalhão, ele ironizou, sobre o lançamento de seu primeiro romance, previsto para o próximo ano, que se a obra for bem sucedida, ele poderá "deixar de cantar para sempre, o que deixaria muita gente feliz".

JOHNNY MARR LANÇA SEGUNDO ÁLBUM SOLO

Já Johnny Marr, parceiro de Morrissey nos Smiths e co-autor do repertório musical gravado pela banda de Manchester, lança seu segundo álbum solo, Playland, um ano e meio depois do primeiro álbum, The Messenger.

Marr, que era o silencioso guitarrista dos Smiths, mas de acordes ágeis e bastante precisos e criativos, tornou-se também cantor. Sua carreira-solo é pautada na influência dos trabalhos do Electronic - que fez com o vocalista e guitarrista do New Order, Bernard Sumner - e tem sido bastante prestigiada pela crítica e pelo público.

Nas apresentações ao vivo, Marr já inclui canções dos Smiths, o que dá uma excelente curiosidade de ouvir as canções cantadas por Morrissey na voz do guitarrista. Resta agora desejar excelente saúde para Morrissey e que, mesmo em separado, a antiga dupla dos Smiths possa contribuir com novas e expressivas canções para animar esse mundo marcado pela mediocridade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Falta de diálogo com os ouvintes

Eu desisto. Fora do ar desde o dia 9 de setembro de 2014, a Kiss FM Rio é um caso crônico de falta de diálogo com os ouvintes. Não dão previsão de volta, saem do ar por qualquer bobagem sem avisar, retornam só quando querem.

Como eu não trabalho na emissora e este blogue NÃO É OFICIAL DA RÁDIO, não responderei mais qualquer pergunta sobre quando a rádio voltará ao ar, quando terá programas locais, etc. Se os colaboradores do blogue quiserem escrever sobre a Kiss FM, fiquem à vontade. Pra mim, chega. Só voltarei a escrever neste blogue sobre rock. Não mais sobre a rádio. Aliás, os amigos colaboradores também podem continuar escrevendo sobre rock, como tem feito. Talvez volte a escrever sobre a Kiss FM, se ela voltar ao ar.

Só estou esperando a hora de rebatizar o blogue com o nome "Órfãos da Kiss FM 91,9".