
O ex-beatle Paul McCartney disse, em entrevista ao jornal inglês New Musical Express, que reprova o uso de gravações de apoio em shows ao vivo.
A princípio, suas críticas se dirigem às bandas musicais mais recentes, mas elas podem ser dirigidas também a ídolos não-roqueiros, como nomes como Britney Spears, que praticamente se apresentam ao vivo com playback.
"Eu estou feliz porque cinco de nós (ele e seus músicos de apoio) damos uma volta no palco e vemos que ninguém havia se escondido nele, da maneira em que ouço certas pessoas impropriamente fazerem... Bem, eu prefiro não dizer nomes", disse o músico.
Paul ainda acrescentou: "Quando cometemos erros ao tocar ao vivo, nós levamos adiante e pensamos: 'Não diga! Isso quer dizer que nós estamos vivos'".
McCartney tem conhecimento de causa. Em 1966, os Beatles deixaram de fazer apresentações ao vivo porque Paul não conseguia ouvir o que ele estava tocando no seu baixo elétrico, da mesma forma que seus parceiros não conseguiam ouvir o que tocavam. Tudo isso por conta de gritos histéricos das fãs, no auge do sucesso dos quatro rapazes de Liverpool.
No entanto, os quatro rapazes sempre foram músicos dedicados e sacrificaram a popularidade das fãs para se aperfeiçoarem musicalmente, sem medo de causar polêmica. O resultado é a posteridade, e até mesmo dois integrantes já falecidos, John Lennon e George Harrison, continuam sendo lembrados atualmente. E Paul e Ringo Starr continuam atraindo um grande público de fiéis por conta de suas performances atuais.
Paul McCartney já prepara o primeiro compacto que puxará seu novo álbum. A música de trabalho é "My Valentine", que terá a participação de Eric Clapton, que havia tocado com os Beatles na música "While My Guitar Gently Weeps".
Esperem só os comentários de Paul quando souber que o primeiro sujeito a fazer show no Engenhão depois dele foi o Justin Bieber...
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