sábado, 31 de dezembro de 2011
The Doors (filme)
Um dos filmes que assisti no apagar das luzes de 2011 foi The Doors, filme sobre a banda homônima que traz o ator Val Kilmer numa memorável atuação no papel principal.
Tive a oportunidade de assistir o filme agora em HD. Não tive a oportunidade de ver no cinema, pois nem era maior de idade na época de lançamento. A película não é recomendada para menores de 18 anos. Por motivos óbvios. O filme mostra toda sorte de excessos cometidos pelo protagonista Jim Morrison. De uso de entorpecentes em escala industrial a automutilações. E ainda tem as polêmicas nos shows da banda e as prisões de Jim.
Independente disso tudo, o filme é um retrato fiel da história da banda e da época em que a banda fez sucesso. É também uma das obras primas do diretor Oliver Stone. O filme tem fotografia exuberante e boas locações. A trilha sonora é magistral, como não poderia deixar de ser, pois é um apanhado do repertório do The Doors. Para fazer uma sincronia com a trama do filme, uma banda regravou trechos das músicas do grupo, sendo que o próprio Val Kilmer fez a voz de Jim Morrison. E fez bem feito. O filme também traz alguns detalhes da vida de Jim, como sua passagem pela Universidade da Califórnia em Los Angeles, onde se formou no curso de cinema, e sua aptidão para a poesia.
Esse filme é difícil de achar no mercado nacional. O DVD está fora de catálogo. Se é que foi lançado algum dia por aqui. O Blu-Ray está em catálogo, mas está esgotado em alguns fornecedores e lojas, mesmo online. Na TV é difícil acha-lo, seja em TV paga ou aberta. É possível encontra-lo na Internet. Mas quem quiser procura-lo em HD na Internet terá uma aventura sem garantia de sucesso. Se até o Blu-Ray está difícil de achar...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Primórdios do Punk Rock teriam surgido em 1964 no Peru

LOS SAICOS - César Castrillón , Rolando Carpio , Pancho Guevara e Erwin Flores.
Jornalistas musicais que elaboraram o Dicionário do Punk Rock descobriram que a primeira banda com sonoridade de punk rock na história surgiu não em 1976 nem mesmo em 1973 ou 1974, mas em 1964. E também não foi nos EUA nem na Grã-Bretanha, mas bem longe, no país sul-americano do Peru.
Trata-se de Los Saicos, grupo formado por quatro rapazes saídos da adolescência no distrito de Lince, em Lima. O baixista César "Papi" Castrillón , o guitarrista Rolando Carpio, o vocalista-guitarrista Erwin Flores e o baterista Fernando "Pancho" Guevara não sabiam tocar direito seus instrumentos, mas, confiando na criatividade, resolveram confiar nos seus três acordes.
Formalmente falando, Los Saicos surgiu num meio caminho entre as bandas de instrumental guitar, que foram as bandas de garagem de 1958-1964, e as de rock psicodélico, surgidas a partir de então e, em grande escala, até 1968.
O grupo originalmente escolheu o nome Los Sadicos, mas talvez achando o nome muito pesado resolveram se chamar Los Saicos, retirando o "d" da palavra anterior e fazendo um trocadilho de pronúncia com a palavra psycho, tão em voga por causa das experiências psicodélicas de Timothy Leary, que haviam causado muita polêmica já na primeira metade dos anos 60.
Los Saicos só gravaram, em sua breve trajetória, alguns compactos entre 1965 e 1966, depois de testado o seu potencial nas apresentações ao vivo a partir de 1964. Sua música mais conhecida é "Demolición", gravada em 1965, com uma temática rebelde anterior aos movimentos juvenis de 1968. Outras músicas bem conhecidas foram "Enterro de Los Gatos" e "Cemeterio".
No entanto, o grupo não queria se levar a sério. O grupo queria apenas passar uma energia juvenil, talvez transitória, pela vontade de fazer um som que gostavam. E, em meados de 1966, os quatro membros se separaram e Papi, por exemplo, foi morar nos EUA e trabalhar até na Nasa.
No decorrer do tempo, Rolando Carpio faleceu em 2006. Mesmo assim, pouco depois os três remanescentes resolveram se reunir depois que foram lembrados no documentário Saicomania, de Hector Chavez.
O documentário foi motivado depois que um peruano mandou para uma rádio na Espanha uma fita com as músicas do grupo. E os Saicos se tornaram uma banda cult que se tornou referência na atual cena peruana de rock, mas admirada também em outros países, até nos EUA e Grã-Bretanha.
Aqui temos uma amostra do grupo, a música "Demolición". Só é preciso reparar um trecho da gravação, que está pulando, já que a faixa foi extraída de um vinil original.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
RPM - Elektra
Baixar MP3 o escambau! Não deixaria de comprar um CD de uma banda histórica e merecedora de todo crédito como o RPM pra ficar apenas com músicas comprimidas, mesmo a 128 kbps. E olha que MP3 com 128 kbps já é coisa pra caramba. Mas há músicos e técnicos de som que discordam.
Estou aqui com o novo do RPM, Elektra. O disco é sensacional. Rock eletrônico de primeira qualidade. Pena que tenha vindo só agora, 23 anos depois do último CD de inéditas oficial do RPM, Quatro Coiotes. O CD Paulo Ricardo & RPM de 1993 só é contado como do RPM por gente realista como eu e os editores da Wikipedia. Aquele disco não tinha a formação clássica da banda (Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo Pagni). Mas era tão bom que continua sendo ouvido por fãs do RPM e do Paulo Ricardo. E ainda teve sua lentinha Ninfa regravada nesse Elektra, agora em versão dançante.
Pois ao contrário de Paulo Ricardo & RPM, esse Elektra foi gravado pela formação clássica da banda, que está na estrada unida desde meados do primeiro semestre. Muito por causa da comoção provocada pelo documentário Por Toda a Minha Vida (2010), em que a Rede Globo recontou a história da banda da formação até a dissolução em 1989.
O instrumental da banda continua muito bom. Não dá para conceber hoje a banda sem um dos quatro músicos. Cada um deles tem uma cota enorme de participação na concepção sonora da banda. Paulo Ricardo paga o preço pelos excessos da juventude (a voz dele ficou rouca demais depois do disco Paulo Ricardo & RPM), mas continua mandando bem no vocal e continua sendo um excelente letrista. Um dos melhores do país, e neste ponto, muito injustiçado. Como bem observou o blogue Pedra Brazuca, as músicas tem temas variados: paternidade, o excesso de informação não digerida na era da Internet, amor, mulheres, noitadas, as incertezas da vida...
Elektra é definitivamente o grande disco de 2011, pelo menos no cenário nacional. O crítico Mauro Ferreira escreveu hoje na coluna Estúdio de O Dia que o disco soa datado, no que discordo frontalmente. E ainda chamou a formação clássica de "formação original". Mas não foi mesmo! A banda teve outros bateristas, antes de Paulo Pagni: Moreno Júnior (que saiu da banda por ter apenas 15 anos e precisar completar os estudos) e Charles Gavin, que tinha saído do Ira! e não ficou muito tempo no RPM, se transferindo para o Titãs. Fora esse lapso histórico, Mauro fez uma bom comentário do disco, classificado como 'bom':
Este primeiro disco de inéditas do RPM em 23 anos (com a formação original) honra a história do grupo. O tecnopop soa datado, mas ainda envolvente. O tempero eletrônico é usado na medida certa.
Mauro Ferreira fez uma anotação no cabeçalho da coluna:
FORA DO TOM. A precária distribuição do disco de inéditas do grupo RPM, 'Elektra'.
Aqui temos a resenha completa de Mauro Ferreira.
As faixas do CD
Elektra é um CD duplo. No disco 1 temos as 11 músicas inéditas e a regravação de Ninfa. No disco 2 temos remixes de músicas do CD 1. Esse segundo disco fará a alegria dos DJs. Fará mais ainda se Elektra ganhar uma versão em vinil duplo.
Falando em disco duplo, bem que a versão em CD deveria ser simples. As faixas dos dois discos caberiam num disco só. Ajudaria a baratear o disco, gastar menos matéria prima e ocupar menos espaço.
Faixas do CD 1:
1- Dois Olhos Verdes
2- Problema Seu
3- Muito Tudo
4- Pessoa X
5- Deusa das Águas
6- Crepúsculo
7- Elektra
8- Vidro e Cola
9- Cassino Royale
10- Ela é Demais (Pra Mim)
11- Ninfa
12- Santo Graal
Faixas do CD 2:
1- Dois Olhos Verdes
2- Ninfa
3- Deusa das Águas
4- Muito Tudo
5- Problema Seu
6- Ela é Demais (Pra Mim)
7- Cassino Royale
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Proclamar FM fora do ar há pelo menos seis dias
Recebemos ontem informações atestando que a piratona gospel de Duque de Caxias Proclamar FM 91,9 estava fora do ar há pelo menos seis dias consecutivos. Não sabemos ainda se a rádio saiu do ar por iniciativa própria ou se a rádio foi fechada novamente por autoridades federais.
O efeito da saída da Proclamar FM não é sentido ainda em vários bairros da Zona Norte carioca, porque outra piratona gospel está ocupando o mesmo canal FM 91,9.
Enquanto isso, na Zona Sul, há ouvintes captando a Kiss FM (ainda transmitindo de São Gonçalo) em pontos onde antes só se ouvia a Proclamar FM.
O efeito da saída da Proclamar FM não é sentido ainda em vários bairros da Zona Norte carioca, porque outra piratona gospel está ocupando o mesmo canal FM 91,9.
Enquanto isso, na Zona Sul, há ouvintes captando a Kiss FM (ainda transmitindo de São Gonçalo) em pontos onde antes só se ouvia a Proclamar FM.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Beach Boys voltam com novo disco e turnê

Resolvidas as desavenças pessoais entre Brian Wilson e o primo Mike Love, os Beach Boys já se juntaram para a turnê comemorativa dos 50 anos e já preparam um novo disco, a ser lançado em abril próximo.
Além dos remanescentes da formação original - Brian, Mike e o amigo Al Jardine - , o grupo conta também com Bruce Johnston e David Marks. Dois membros originais do grupo, os irmãos de Brian, Dennis e Carl Wilson, faleceram respectivamente em 1983 e 1998.
Bruce Johnston, um músico conhecido por vários projetos musicais de guitar instrumental, havia substituído Brian Wilson quando este decidiu largar provisoriamente o grupo para compor o repertório que veio a constituir o álbum Pet Sounds. Já David Marks havia substituído provisoriamente Al Jardine quando este largou o grupo para concluir os estudos.
Antes do retorno, Mike Love trabalhava em parceria com Bruce Johnston e detinha a marca Beach Boys. Brian trabalhava sua carreira solo e tinha Al Jardine como parceiro. Com o retorno, o grupo - também conhecido por suas permutas com os Beatles, já que Pet Sounds, influenciado pelo beatle Rubber Soul, influenciou o também beatle Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - já voltou a excursionar, com vários vídeos recentes no YouTube (não vou botar os linques aqui para estimular o pessoal a garimpar).
Os Beach Boys, a princípio, não eram levados a sério pelo público roqueiro. Grande engano. O grupo sempre teve um repertório simpático e juntava os vocais inspirados pelo doo wop com a instrumental das bandas guitarrísticas da época. E Brian largou o grupo para compor Pet Sounds porque queria se aperfeiçoar como compositor.
E o resultado é uma trajetória respeitável, e comparável aos Beatles. E mostra o quanto a década de 1960 tornou-se rica a partir dessas bandas, que ensinaram à sua geração a possibilidade de acreditar na boa música, na criatividade e no estilo, independente de qualquer expectativa de sucesso.
Afinal, o que realmente é bom acaba fazendo algum sucesso um dia, e permanece como arte em detrimento de muita coisa duvidosa que é badalada no calor do momento, mas com o tempo cai no mais absoluto esquecimento.
Sejam bem vindos em sua volta, Beach Boys!!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Foo Fighters teria provocado abalos sísmicos

Cientistas da equipe neozelandesa de Geologia GeoNet constataram que uma apresentação do grupo norte-americano Foo Fighters na cidade de Auckland, também na Nova Zelândia, teria causado abalos sísmicos na região, comparáveis aos sentidos em regiões vulcânicas, onde ocorrem também terremotos.
Mas, com toda a certeza, isso não vai promover os cantores e grupos de axé-music a "terremotos" ou "furacões" já que as catástrofes que eles causam são outras e não se tem conhecimento de um ídolo de axé-music que tenha se apresentado em algum lugar às vésperas de uma catástrofe natural.
Além disso, o Foo Fighters é uma banda séria de de grande valor musical. Seu som é barulhento, embora inclua melodias também (os caras são influenciados pelos Beatles e até Paul McCartney, amigo de Dave Grohl, sabe bem disso) e, se pensarmos bem, o fato do grupo, com seu potente equipamento sonoro e suas guitarras barulhentas, causar um abalo sísmico não é algo tão estranho assim.
Isso porque abalos sísmicos acontecem até em cotidianos de cidades onde não ocorrem terremotos. Eu mesmo percebi, tanto quando estava nos arredores do Costa Azul, em Salvador - dois exemplos, a Av. Artur de Azevedo Machado e a Rua Augusto Lopes Pontes - quanto na Av. Roberto Silveira, em Icaraí, Niterói, o chão tremer levemente quando caminhões e ônibus passavam pelos locais.
Portanto, não é coisa de se preocupar muito, e, se o Foo Fighters ainda não pode ser considerado um grupo de divindades da Natureza, pelo menos mostra o quanto a energia do grupo pode causar nas estruturas físicas de um lugar.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
O Brasil tem emo desde os anos 80
Resposta para Whiplash:
O Brasil tem emo desde os anos 80. Os pagodes mauricinhos dos anos 90 e os sertanojos eram simplesmente a aplicação do conceito de emo fora do universo do rock. Hoje emo virou moda. Até a torcida do Vasco incorporou essa modinha emo, com aquela coisa de "o sentimento não pode parar". rs
Concordo que não se deve usar a alcunha de 'gay' para os emos. Ser gay não é motivo para ofensa. E dizer que os emos são gays é uma ofensa a gente realmente talentosa, como Freddie Mercury, Rob Halford, Michael Stipe, Renato Russo e Cazuza. Que são (ou eram, no caso dos falecidos) gays, mas jamais emos.
O Brasil tem emo desde os anos 80. Os pagodes mauricinhos dos anos 90 e os sertanojos eram simplesmente a aplicação do conceito de emo fora do universo do rock. Hoje emo virou moda. Até a torcida do Vasco incorporou essa modinha emo, com aquela coisa de "o sentimento não pode parar". rs
Concordo que não se deve usar a alcunha de 'gay' para os emos. Ser gay não é motivo para ofensa. E dizer que os emos são gays é uma ofensa a gente realmente talentosa, como Freddie Mercury, Rob Halford, Michael Stipe, Renato Russo e Cazuza. Que são (ou eram, no caso dos falecidos) gays, mas jamais emos.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O "solo" de Michael Stipe em 1985

Michael Stipe, durante o período de crise interna do R. E. M., em 1985 - ano da brilhante música "Driver 8" - , já chegou a gravar três músicas no disco Visions of Excess, do projeto Golden Palominos, do baterista Anton Fier (e que teve outros convidados, entre eles John Lydon).
Stipe cantou e participou da composição de três faixas, "Omaha", "Clustering Train" e "Boy Go". Esta última tocou bastante na Rádio Fluminense FM.
As faixas são uma amostra que talvez Michael Stipe solo não possa tanto ser um R.E.M. diluído, se ele quiser pode fazer uma carreira completamente diferente do ex-grupo. Talento ele tem de sobra para isso.
Michael Stipe questiona se sua carreira solo não seria versão 'aguada' do R.E.M.
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