
Dois grandes nomes do rock dos anos 70 têm seus óbitos relembrados hoje. Há vinte anos, morreram, no mesmo dia 24 de novembro, o ex-baterista do Kiss, Eric Carr e o vocalista do Queen, Freddie Mercury.
Os dois nomes eram pseudônimos de, respectivamente, Paul Charles Caravello e Farrokh Bommi Bulsara, e marcaram a trajetória das bandas de rock que estão entre as mais populares do mundo, sobretudo entre o público brasileiro.
Eric Carr substituiu Peter Criss na banda liderada por Gene Simmons e Paul Stanley. Embora não tenha sido integrante original do Kiss, Carr era bastante carismático pelo seu talento e performance, até quando fazia vocal de apoio enquanto tocava bateria. Apesar disso, ele integrou uma fase musicalmente menos inspirada da banda.
Carr, que era a "raposa" na maquiagem facial usada pela banda, estava na banda de 1980 a 1990, e fez parte da formação que se apresentou pela primeira vez no Brasil, em 1983. Em 1991, decidiu se tratar contra um câncer mas o tumor progrediu e, depois de duas semanas em coma, faleceu com apenas 41 anos de idade. Já havia sido substituído, na banda, pelo xará Eric Singer.
Freddie Mercury dispensa comentários, pelo seu potencial vocal, pela sua presença de palco e pelo seu talento de pianista, compositor e intérprete. Mesmo quando cantava músicas de outros integrantes do Queen (havia um rodízio de composições de cada membro, embora às vezes todo o grupo compusesse junto), Freddie deixava sua marca estilística.
Não é preciso detalhar o climax que o Queen causou nos brasileiros quando se apresentou em São Paulo, em 1982 e no Rock In Rio de 1985, principalmente quando a plateia cantava trechos de "Love of my Life", um dos maiores sucessos da banda.
Freddie estava há 20 anos no Queen - que no entanto também estava lançando discos menos inspirados nos anos 80 - e, sofrendo de AIDS desde 1987, ainda teve fôlego para gravar, em 1989, um álbum de ópera com a cantora Montserrat Caballé, que se surpreendeu com a desenvoltura do cantor.
Pouco depois, porém, Freddie tornava-se mais fraco e abatido e, extremamente magro, quase parecia um garoto desnutrido e, com apenas 45 anos, faleceu por complicações de sua doença que agravaram uma pneumonia, deixando os fãs órfãos de seu carismático cantor.
Remanescentes do Queen, ao longo dos anos, realizaram eventos tributos com outros vocalistas cantando músicas do grupo. Mas não é a mesma coisa, e John Deacon, o baixista, decidiu ficar fora do projeto, tocado apenas pelo guitarrista Brian May e pelo baterista Roger Taylor.
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